quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Os melhores releases do mundo: Doggie Lover Doll

Esse aqui não vou nem comentar. Na boa. Não precisa. Leia e tire suas próprias conclusões.
Só posso dizer que me lembrei agora de um dos porteiros do prédio que moro, que se chama Hilário (que mesmo com esse nome tem cara de Bulldog com azia, taí a razão da dupla lembrança).

Primeira Sex Doll para cães do mundo já está disponível no mercado.


Você deve conhecer ou já deve ter ouvido falar sobre essas bonecas para homens que são populares em Sex Shops de todo o mundo. Existem aquelas infláveis, inteiras de silicone, entre outros modelos. Pois é, agora uma empresa com sede no Brasil e Estados Unidos iniciou as vendas da primeira boneca para cães do mundo. É isso mesmo, uma boneca para cães praticarem sexo. A maioria dos cães não castrados e até mesmo alguns que são castrados, vivem atrás de alguma coisa para tentar praticar relações sexuais. Eles tentam cruzar com almofadas, bichos de pelúcia, pernas alheias e até mesmo com outros animais.

Para acabar com isso, e melhorar a vida dos cãezinhos, a empresa PetSmiling, está trazendo ao mercado a DoggieLoverDoll: uma cadela fabricada em borracha macia (vinil) de alta resistência e com canal vaginal de silicone.

A boneca está disponível no tamanho pequeno e em breve terá suas versões em tamanho médio e grande para poder atingir todas as raças existentes. "Tive a idéia de fabricar a boneca, quando meu maltês começou a querer pegar a perna de todo mundo. Fui pesquisar sobre o produto para comprar e não encontrei em lugar nenhum do mundo. Resolvi fabricá-lo!", revela Marco Giroto, proprietário da empresa PetSmiling, responsável pela novidade mundial. O produto é exclusivo e já foi patenteado nos principais países do mundo onde ele será comercializado. O produto demorou um pouco para ficar disponível, pois foi preciso melhorar o produto deixando o brinquedo com mais aspecto de cão, ou seja, essa versão já é uma segunda versão melhorada. A novidade mal foi lançada e já recebeu pedidos de vários países, inclusive, dos Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão, China entre outros.

Durante a fase de testes do produto, com alguns cães, inclusive com o maltês Flock (responsável pelo surgimento da idéia), os animais mostraram uma melhor qualidade de vida que foi medida pela diminuição da ansiedade, menos latidos, menos demarcações de território. Ou seja, os cães vivem melhor, pois colocam para fora toda sua sexualidade reprimida, durante anos, em alguns casos.

Quando o cão tenta cruzar com pernas, bichos de pelúcia e outros objetos, ele dificilmente consegue chegar à ejaculação; já com a DoggieLoverDoll, ele consegue. Os cães possuem um grande apetite sexual e essa novidade, com certeza, irá melhorar a vida deles. Lembrando que nem todos os cães aceitam a novidade. É necessário um pequeno treinamento com o cão para que ele se acostume com o brinquedo, pois não existe nenhum atrativo para o animal uma vez que tal atrativo poderia deixar o cão mais ansioso. O brinquedo serve também como um educador para que o cão saiba que é neste brinquedo que ele tem que "praticar" e não em pernas alheias.


Na embalagem está escrito "Easy to clean up". Imagina se fosse difícil limpar. (crédito das fotos: divulgação)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pena e Pincel

O Pena e Pincel, blog que faço com minha irmã renasceu das "profundezas de onde se veve os mortos" (Carneiro, Bento - Chico Anysio Show). Tomara que dure muito (que ela não fique me enrolando pra fazer ou enviar desenhos!).




Pena e Pincel

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Mecânicos - até que provem o contrário, são todos mentirosos

“Andreeeé! Chega aiiií...”

“Fala rapaz...”

“Ele ouviu um barulho aqui no motor”.

“É, foi aqui na correia dentada...”, digo, tentando demonstrar conhecimento.

Por que demonstrar conhecimento? Porque se eu demonstrar conhecimento vão pensar duas vezes em me enganar. Vão mesmo? Não sei. Acho que a capacidade de mecânicos inventarem problemas nos carros é maior do que a própria capacidade de consertar os carros.

Na escola de mecânicos deve existir as matérias “Convencimento de problemas inventados 1” e a “Convencimento e interpretação”, essa minsitrada por algum professor de artes cênicas.

Com esse barulho na correia dentada, levei o carro à concessionária. Não sei porque somos tão ingênuos a ponto de acreditar que só porque eles são autorizados, seriam mais honestos. Que nada. Estão autorizados a roubar e inventar mais ainda. O cara teve a capacidade de dizer que eu teria de pagar 170 reais só pro mecânico abrir e verificar o motivo do barulho na correia. Fica esperando.

Levei o carro em outro lugar. Perto de casa. Abri o capô. Eu e o mecânico ficamos procurando o barulho. “Esse barulho é do bico injetor”, ele disse. “Ah, esse é, né?”, atestei. Ele acabava de perder a oportunidade de me enganar. O barulho na correia tinha parado e eu levei o carro sem nada. Obrigado, vou prestar atenção se o barulho volta e tchau.

Em oficinas, a minha tática agora é a frieza: negar qualquer tipo de problema no carro.

Dia desses, passo em frente a uma loja de pneus e amortecedores e leio o anúncio: “Faça o balanceamento, ganhe o alinhamento. 40 reais”. Poxa, o normal é pagar 45, 50 reais pelos dois. Grande promoção. Mas fica perto de casa, tô passando na porta, então, resolvo entrar.

O cara começa o serviço. Levanta o carro pra tirar os pneus. De repente, me chama.

“Ô amigo, ó, esse amortecedor aqui tá vazando óleo”

“Ah, é? Cadê?”, digo.

“Aqui ó, no meu dedo”

“Não, tô vendo não” (O dedo do cara tá preto. Preto de pretume de pneu. Não tem sinal nenhum de óleo. Tá seco. Tá querendo me enganar, é? De jeito nenhum, mané)

“É, aqui ó, cê deve ter passado em algum buraco... tá novinho, mas deve ter quebrado...”

Aí, só pra provar a tese de que o cara quer mesmo tirar a grana do meu bolso, eu pergunto:

“E nesse caso, eu tenho que fazer o que?”

“Trocar tudo”.

Sei, sei.

“Vou andar mais um tempo pra ver se noto alguma coisa. Vou trocar isso agora não”, decretei.

Inventa outra. Nessa eu não caio. Só saio daqui gastando 40 pilas.

E não é que o cara me chama de novo?

“Olha, essa pastilha sua aqui já ta gastadinha, gastadinha...”

“Deixa eu ver”

“Mais um pouco vai pegar aqui no disco e vai dar problema, tá na hora de trocar ela”

“Não, não...acho que dá pra andar mais um tempo. Ele nem tá chiando, cara. Vou trocar agora não”

Aí, já vi que o cara tava meio impaciente. Fez cara feia no ato.

Hora do alinhamento. O sujeito me chama de novo.

“Seguinte... vai ter que fazer cambagem. Tá vendo aí”, aponta um monitor.

“Uai, e não dá pra alinhar, não?”

“Não, dá, dá. Mas tem essa diferença aí, que a cambagem arruma”

“E pra fazer essa cambagem paga?”, mandei essa de uma forma bem irritantemente imbecil.

“Paga”

Aí, o cara desiste de me convencer sozinho e chama um cara com cara de gerente.

“Vai ter que fazer cambagem aqui nesse dele”.

“Quanto custa?”, pergunto.

“A cambagem é 35 reais, fica tudo em 75 reais”, fala o gerente, daquele jeito meio manso, como se 75 pila fosse baratinho e meu dinheiro saísse da torneira lá de casa.

“Poxa, mas dá pra alinhar sem cambagem. Vou fazer não. Em uma próxima vez eu faço isso”.

Eles ficaram mudos. Fecharam a cara totalmente. A promoção é um anúncio pra trazer clientes. E uma vez esses clientes dentro do recinto, a ordem parecia ser enganá-los. No melhor estilo “pague uma promoção para entrar, fique no prejuízo para sair”. Comigo não. “Só deixo 40 reais aqui hoje”, eu pensava.

O mecânico terminou o alinhamento, que acompanhei atentamente. Em todo o tempo, ficou com a cara fechada. Acabou. Paguei os 40 reais. O cara com cara de gerente ainda falou pra eu voltar sempre, que precisando, eles estavam lá. Agradeci e vazei.

Vou negar todo tipo de problema no carro. Sei lá, só vou acreditar quando mecânico conseguir provar o diagnótisco. Ou então, que se irrite comigo e diga: “eu tô falando a verdade, cara! Juro! Sem essa parafuseta aqui seu carro vai parar!”. Aí, quem sabe, talvez.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ninguém

Luciano para o carro em frente à farmácia. Desliga o motor. Olha para os lados. Ninguém conhecido parece estar ou entrar dentro da loja. Permanece de óculos escuros. Abre a porta do carro. Ninguém conhecido parece rondar a região. Ajeita a carteira dentro do bolso traseiro da calça. “Vamos lá”, motiva-se.

Luciano abre a porta da farmácia. Ninguém vem atendê-lo. Permanece de óculos escuros. Então ele apressa o passo para o corredor dos xampus. Ninguém vem atendê-lo. Ele passa o olho rapidamente pelos produtos. Procura o que quer, procura pelas palavras. Tira os óculos escuros. Lê anticaspa, condicionador, jaborandi. “Não, não, droga...”, lamenta.

“Em que posso lhe ajudar?”, pergunta a atendente.

“Só tô olhando”, responde Luciano.

Já em casa Luciano vai ao banheiro. Bate os olhos no espelho e lembra da farmácia. “Nossa, que vergonha...ninguém diz 'tô só olhando' em uma farmácia, que anta”. Mas enfim, o espelho lembra o motivo da visita à farmácia.

A decisão foi de Luciano. Ninguém aconselhou, ninguém indicou, ninguém cobrou. Só ele e o espelho. Aliás, ninguém avisa a hora certa. Mas Luciano tem certeza de que alguém vai reparar em breve. Então, é melhor agir logo. Sem que ninguém saiba. E se ninguém dá o toque, ele também não precisa contar.

Dessa vez, Luciano vai andando. Nada de carro. Entra na farmácia e vai pra balança, direto. Nem repara que engordou. Mais um pouco. Vai ao corredor dos xampus. Bate o olho. Procura. “Rápido, rápido”, incentiva. Enfim, encontra. Sem pensar muito, nem ler o rótulo, parte em direção ao caixa. Calado, tira a carteira do bolso traseiro, paga e vai embora. No caminho, como um menino que esconde uma revista de sacanagem em uma sacola, esconde o produto no sovaco. “Deixa chegar lá em casa, deixa...”.

Em frente ao espelho, começa a fazer tudo que estava no rótulo. “E você é testemunha, né. Só você... que ironia”, fala ao espelho. Depois de meia hora Luciano lava os cabelos. Corre ao espelho, de novo ele. “E então, gostou?”, pergunta ao vidro, que responde usando o próprio sorriso de Luciano. “Ninguém mais vai ver”. Ótimo. Não há mais fios brancos. Pela primeira vez na vida, Luciano pinta os cabelos.

sábado, 3 de outubro de 2009

O trem de doido apresenta - Música caseira - Episódio de hoje: Undone (Sweater song)

Outra versão caseira. Dessa vez uma do Weezer. É a primeira música que ouvi dessa banda, no fim da primeira metade dos 90.

Pra quem não conhece, aqui o original:



E aqui a minha versão:

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Especial: Melhores releases do mundo e Diálogo do dia

Esse texto é uma mistura de “Melhores releases do mundo” com “Diálogo do dia”. A única diferença é que o diálogo é fictício.
Eu vou colocar só uns trechos do release. O texto é longo. Longo demais pra quem tá vendendo a ideia de se fazer uma pauta em uma boate de swing e que agora – e esse é o objetivo da sugestão de pauta – também é um ponto de encontro onde rola mènage a trois. Poucas vezes li um assessor de comunicação destilar tamanha audácia e, ao mesmo tempo, uma desenvoltura e empolgação impressionantes sobre o tema tratado/vendido.
O release foi encaminhado pelo colega de redação Adriano Leite, leitor do blog e fã desses textos vitaminados das assessorias.
Os melhores releases do mundo: Swinguera assessorada
(O release começa com um introdutório...ops... uma introdução) As noites de quinta-feira, destinada aos solteiros na Ciclana (nome fictício), têm sido uma surpresa. Com muito mais Mènages do que swing, para Fulano da Silva (nome fictício) este comportamento que já é quase uma febre, traz consigo algo muito mais profundo, relativo a evolução da sexualidade e das mentalidades. "A mulher agora sabe exatamente o que quer. É isso, antes ela sabia o que tinha para escolher mas ainda não sabia o que ia escolher"
(Aí começa a viagem. Tem um cadeira aí por perto? Senta, vai.)
Quando o Mènage à Trois é uma ótima e prazerosa fantasia
Não é novidade para ninguém que todo casal passa por diversas fases... Daquelas mais mornas e calmas até aquelas prá lá de calientes e recheadas de criatividade. E, apesar de toda aquela nuvem que encobre o fascinante mundo das fantasias sexuais (de onde ela tirou inspiração pra essa frase?), as pessoas estão cada vez mais livres de preconceitos e mais certas do que querem. A quantidade de casas de swing não para de crescer e apesar de não parecer, uma das modalidades de fantasia mais praticadas, além do swing, é o velho conhecido: Mènage a Trois.
Segundo Fulano da Silva, um dos sócios da boate para casais Ciclana, as mulheres estão cada vez mais poderosas e seguras de si, basta olhar os seriados da tevê brasileira e os nossos filmes de cinema (Exemplo como: o seriado Aline, que estréia agora na Rede Globo e Os Normais 2), que acabam por retratar de maneira leve e divertida o que vem realmente acontecendo na nossa sociedade.
"É uma profunda transformação de conceitos. Tudo que era conhecido está inserido num cenário completamente novo. O que era visto com horror e devassidão, hoje é encarado com naturalidade, diversão e parte da vida comum de qualquer casal (qualquer onde, bróder?). (...)
(aí, o cara desenvolve uma teoria sobre adultério e tenta explicar que a saída é mesmo o lance ser aberto, daí, nem as mulheres serão cornas sem saber e nem os homens sentirão culpa. É algo assim), “(...) Acho que por isso cada vez escuto menos histórias de casos extraconjugais, de amantes e etc. O homem não está em busca de ter o trabalho de viver uma vida dupla, se dividir, ou de ter um caso. Na cabeça de muitos deles, isto é coisa do passado, quando viram suas mães, avós ou familiares vivenciando a dor de uma família destruída por este tipo de comportamento... Para os homens de hoje, de 20 a 45 anos sem distinção, o grande desafio é entender a cabeça das mulheres e se enquadrar nesse novo momento em que elas 'comandam a cena', sabem seu lugar, não perdem o posto e ainda curtem demais a relação e todo prazer que pode surgir dali”. Com toda essa mudança de comportamento, surge mais forte como nunca o Mènage com o Bi FEMININO. Trazendo bem menos problemas para a relação, as mulheres estão cada vez mais tomando a iniciativa para uma transa a três.
(Aí, ainda conseguem um personagem pro release) Beltrano, freqüentador do espaço que não deixa de citar o filme Os Normais 2. “É incrível como todo casal chega na fase de Rui e Vani. Ali no filme tudo deu errado...” (...) Beltrano ao lado da esposa que assina em baixo cada palavra sua, finaliza: "Viva o amor e o prazer!"
(A sugestão de pauta continua com uma lista de dicas do dono da boate, certamente para quando o jornalista for fazer a matéria e precisar de opção para um infográfico). (...) Fulano da Silva dá SETE dicas para quem quer se aventurar pela primeira vez com seu par no universo Do MÈNAGE sem entrar em frias como as de Rui e Vani.
Os 7 Mandamentos do MÈNAGE
01 - “Nas primeiras experiências é fundamental decidirem qual o sexo da terceira pessoa que vai participar da 'FESTA'. Ou se preferirem, eliminar o SEXO que menos agrada( como assim, Meu Deus!?). 02 - Caso optem por garotas de programa ou garotos de programa, tenham ciência dos riscos que todos conhecemos e jamais marque este encontro em seu lar. 03 - O ciúme sempre vai pintar e naquele momento, a superação, para chegar ao prazer, é o grande barato tanto do swing como do ménage. 04 - Jamais comentem/discutam sobre o assunto a não ser para aumentar o tesão de vocês dois naquela transa, no quarto de vocês (lembrando das cenas vividas e compartilhadas com aquela 3ª pessoa). Qualquer dúvida que pinte na hora discuta/converse depois, com calma e em casa. Nada de barraco. 05 - Só pratiquem esta ou qualquer outra fantasia se estiverem ambos querendo e dispostos a participar. Nada pior do que qualquer tipo de coação. O intuito é a busca de um prazer maior. Respeitar o 'time' do outro é fundamental.06 - Respeito, educação, bom humor, paciência e principalmente gentileza são requisitos básicos. Os problemas devem ser deixados em casa. 07- Camisinha sempre.
Diálogo do dia: Como explicar lá em casa?

Bom, aí, entra a parte “Diálogo do Dia – fictício”. A ideia surgiu depois que o Adriano questionou que se junto da sugestão de pauta, viesse também um convite ao jornal que a gente trabalha. E como geralmente aceitam uma grande parte dos convites, eu logo imaginei uma situação, o diálogo lá em casa. Eu contando pra patroa que teria de fazer uma viagem, mais uma dessas latadas que o jornal nos obriga a ir:
Eu: pois é, vieram me pedir... não tem mais ninguém, parece... é porque o pessoal de cidades tá sem repórter e o pessoal de cultura também...
Patroa: mas é sobre o que essa matéria?
Eu: ah...é sobre um local de eventos que tá bombando no Rio...
Patroa: eventos? mais que tipo de evento?!
Eu: ah, meio que de ... é... socialização de pessoas, casais....
Patroa: ahn!???
Eu: é... é tipo uma boate
Patroa: cê vai até o Rio pra ir em uma boate?! Qual o nome dessa boate?
Eu: Boate para casais Ciclana... toma o release pra você ver qualé de que é...
Alguns segundos depois e:
Patroa: *%$#@*&&¨* jornal filho da puta #¨%¨%¨$%$!!!!!! porque você não diz pra esses *&¨%&*¨&**%%$#:><......!!!

sábado, 26 de setembro de 2009

Música caseira - O trem de doido apresenta: Maluzinha

Uma vez, há uns anos, eu fiz uma música e coloquei a Malu pra cantar.

A Malu, mais formalmente conhecida como Maria Luiza Alcântara, tem 14 anos.

Ela ama pão-de-queijo e um xamego.

É beijoqueira e vira e mexe deixa a cara da gente toda babada.

Já foi gordinha, mas agora tá em forma. Ela é fofa. E pronto.

A música não leva instrumento algum. Tem somente coisas feitas com minha voz e a voz da Malu. Além disso, tem uns samplers de Jorge Bem e Jimi Hendrix.

Ouçam aí e vejam se ela não é bem melhor do que Wanessa da Mata e Ana Carolina.


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Microseboides em tempos de gripe suína

Em meio a essa neura de lavar as mãos a todo momento para evitar a nova gripe, me deu vontade de escrever algo sobre meus métodos de higiene em banheiros públicos. Me lembrei que já havia certa vez escrito algo sobre isso. Não costumo republicar textos aqui, mas já que tô meio sem tempo, em um corrimento danado, tudo bem. Espero que eu contribua de alguma forma com alguns leitores. Esse texto foi escrito em 2006, postado originalmente no meu antigo blog, O folhetim
Guerra e paz (a minha versão)

Certas coisas você não pode pensar muito. É como entrar em água fria. Porque se você matutar demais, periga ir cavando um buraco sem fim. E quanto mais pensa e se entrelaça nas divagações, fica mais difícil de sair das profundezas da cuca pensante. Às vezes eu me envolvo em jornadas intrínsecas e quixotescas em que eu sou o meu único herói e, talvez, inimigo. A última foi a saga do banheiro. Um dia no trabalho senti vontade de fazer xixi. Fui até o WC e depois de tirar a água do joelho, naturalmente como sempre faço, lavei minhas mãos. Mas pensei - e nesse momento o leão da Metro Goldwin Mayer já tinha rugido e a aventurava começava - que não adiantava nada o esforço de ter lavado as mãos, se quando segurasse novamente na maçaneta os microseboides do último sujeito que foi ao banheiro estivessem grudados lá. Logo imaginei essas criaturazinhas espenduradas como se praticassem esportes radicais no metal da maçaneta. Alpinismo, tiroleza, essas coisas. E é claro, os microseboides (vamos chamá-los assim, bactéria não soa legal) são aventureiros e tão logo vislumbrem outra superfície já tão pulando em grupo.
Eu até poderia acabar com essa história toda se desencanasse imediatamente. Mas não. Catei a pá e fui cavucar o solo pedregoso do meu pensamento. O dilema era desenvolver um método para evitar os microseboides de outrens em minhas mãos.

Bom, se a porta do banheiro não tem maçaneta, o aconselhável é usar o cotovelo ou dar uma de corpo - como se faz no futebol - para abri-la. Assim, estaríamos livres dos microseboides que por ventura estivessem ali alojados. Este fato já o livra de tomar a atitude pós-porta com maçaneta, que é lavar as mãos antes de fazer o xixi.
Depois de asseguradamente livre de microseboides dos outros nas mãos, está liberado pra fazer o que tem de fazer, sem o risco de transportar microseboides para o território dos seus próprios microseboides - seria um fato semelhante ao Cavalo de Tróia. Depois de tudo feito, a descarga. Peraí, não vá metendo o mãozão! O trabalho inicial teria ido ao esgoto. O método que criei é acionar a válvula de descarga com o pé. Batizei isso de "Descarga Kung-fu". É simples, basta um pouco de equilíbrio e alongamento, logo você se acostuma.
O próximo passo é lavar a mão. E é agora que a aventura tem a sua verdadeira batalha, quando realmente os exércitos se encontram. Coloque a mão, sim, coloque com todos os dedos possíveis na torneira. Abra-a tranquilamente. Agora, munido de sabão e muita água ataque os microseboides alheios! Lave as mãos, esfregue os dedos. Sinta o frescor de uma pele livre de microseboides. Então, puxe o papel-toalha, seque a mão e com a mesma folha feche a torneira.
Bandeira recolhida, tropas alojadas é hora de deixar o território inimigo. Voltamos ao primeiro passo. Porta sem maçaneta, use os ombros, o cotovelo, o corpanzil que Deus lhe deu. Porta com maçaneta, esconda sua mão por sobre a camiseta e abra a porta ou ainda use o mesmo papel toalha para abrir, antes de jogar fora. Livre, liberdade. Esse é o sentimento que geralmente paira ao final de grandes guerras.
Ah, antes de ir embora. Queria ressaltar as possibilidades de paz. E a paz nesse caso só seria possível se todos nós utilizássemos táticas de guerra para evitar os microseboides. Fica então, a questão, será a paz fruto da guerra? Pense e, por favor, lave as mãos.



Microseboides vistos em microscópio

sábado, 12 de setembro de 2009

A janela e a novela


Na internet, em um desses grandes portais, no meio de um mosaico de notícias e manchetes leio algo dizendo que Manoel Carlos compara sua próxima novela com 'Janela indiscreta', do Hitchcock. O troço me chama a atenção pela comparação que já julgo descabida mesmo antes de saber do que se trata. E é mesmo descabida. Na verdade, o autor somente dizia que se via como o protagonista do filme, desvendando e bisbilhotando a vida de seus vizinhos, em seu caso, os personagens da novela.

Mais abaixo no texto, há um resumo de cada um dos personagens. Nem mesmo sei se é um resumo ou se eles são aquilo ali mesmo. Acho que no caso de pergonagens de uma novela das oito (que vai ao ar às nove), eles são aquilo ali mesmo. No decorrer da trama alguns vão ser alguma coisa a mais, outros, serão o que sempre foram e ainda, terceiros, patéticos, serão algo a menos do que eram no início. Só estarão ali fazendo cena.
Eis um exemplo do que estava no texto:

Quem é quem em "Viver a Vida"
Oswaldo (Laércio de Freitas) - Pai de Helena, vive em Búzios, onde toca piano nas noites para se sustentar.
Edite (Lica Oliveira) - Mãe de Helena, divorciou-se, mas mantém boa relação com o ex-marido.
Sandra (Aparecida Petrowky) - Irmã de Helena e Paulo, vive se metendo em confusão. Mora no Rio de Janeiro e passa temporadas na casa da irmã. Namora Benê, um marginal.
Paulo (Michel Gomes) - Irmão caçula de Helena, vive com a mãe em Búzios. Tem um romance com Soraia.
Benê (Marcello Melo) - Namorado de Sandra, é mau-caráter e está sempre envolvido com as pessoas erradas.
Fiquei imaginando se a gente fizesse resumos de nós mesmos. Nesses mesmos termos. Detalhes de nós mesmos, uma descrição pessoal que só seria relevante se a gente vivesse em uma novela.

Um teste:

Pablo – Casado com Marina, é um jornalista que sonha em acertar na loteria.
Mas desse mesmo jeito há várias possibilidades de descrição. Todas superficiais. Superficiais como essas descrições que nos solicitam na internet. Em blogs, orkuts, twitters, facebooks, sempre nos perguntam quem somos. E sempre tenho uma baita dificuldade em responder. Prefiro não colocar nada, ou então, algo mais subjetivo. Não porque eu não saiba quem eu sou, mas porque tenho profunda rejeição em me rotular. Ou, melhor ainda, me reduzir. Porque reduzidos já somos todos, pelos outros. Cada um que já conheci nessa vida tem um resumo próprio do que eu sou. Nesse caso vale a comparação com James Stewart e sua luneta que bisbilhota os vizinhos no prédio em frente ao seu. Ele vê apenas uma encenação muda, enquadrada na dimensão da janela, que serve de palco. Nada mais do que isso. Qualquer julgamento ou compreensão de quem são os personagens do outro lado, fica por conta de quem está do lado de cá. O autor noveleiro da vida alheia. A obra completa só nós conhecemos.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Direto do RH

Recebi um email do pessoal do recursos humanos informando sobre a nova gripe, com perguntas e respostas. Eu selecionei algumas partes. É sério, não inventei nada. Recebi desse jeito, aconselhando a seguir essas medidas. Eu sei que é preciso, difícil é confiar num texto desse. Os meus comentários estão em vermelho.
-De que forma o vírus entra no corpo? Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.
-Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença? De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno (vírus suíno?).
-Qual é a população que está atacando este vírus? De 20 a 50 anos de idade. (E eles usam o que pra atacar? Porrete?)
-Posso fazer exercício ao ar livre? Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas. (sem comentários)
-Os mascotes contagiam o vírus? Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus. (Quando eu leio essa pergunta, imagino um monte de cachorrinho tentando alegrar um vírus melancólico "vamo lá rapaz, animação! Au-au!")
-Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza? NAO. (Isso é foda. É igual dizer "uma diarréia pode se converter em uma caganeira?")
-As crianças com tosse e gripe têm influenza? É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas. (Como assim, influenza? Toda gripe é influenza, não?)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O trem de doido apresenta - Música caseira - Episódio de hoje: Trouble

Vocês já ouviram falar em Lindsay Buckingham?
E da Fleetwood Mac, banda dos anos 70 em que ele era cantor e guitarrista?
Tudo isso aí é uma sopa de letrinhas bem desconhecida mesmo.
Mas esse cara fez sucesso com uma música nos anos 80 que você já deve ter ouvido. Principalmente se já ouviu rádio FM de madrugada.
Você viaja de ônibus à noite e lá pelas tantas desce em um restaurante de beira de estrada. Um frio danado, a cabeça zonza, o cabelo bagunçado, cara amassada e a boca amarga. Como trilha sonora, baixinho, rolando nas caixas acústicas no local, 'Trouble' do Lindsay Buckinham. É claro, na hora você não pensa "poxa, é Lindsay Buckingham". Você só sabe que aquilo é uma 'música véia do tempo que assistia clip no FM TV da Rede Manchete".
Valeria postar isso aqui só pelo clip. Os efeitos de duplicação, o visual, o clima. Vale a pena. E a música? Poxa, a música é boa. O grande lance dessas canções dos anos 80 é que por debaixo daqueles arranjos cheios de sintetizadores, guitarras com efeito e baterias sequenciadas há boas melodias. Esse é mais um caso.
Eu fiz uma versãozinha meio country dessa música. Ficou como se aquela banda Kansas, de "Dust in the wind" regravasse o Lindsay Buckingham. Deem uma checada!
Abaixo o original:

Lindsay Buckingham - Trouble


Aqui, minha versão:

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Belchior will rock you

Depois do último post publicado aqui, a caixa de emails do 'O trem de doido' ficou praticamente lotada. Muitas pessoas se diziam surpresas com o aparecimento do cantor na novela das oito, outras relembravam antigos sucessos e ainda teve outros que perguntaram "quem é Belchior?".

Mas chamou a atenção alguns emails dando outros destinos ao cantor nordestino. Dentre as várias hipóteses, uma chamou a atenção: a de que Belchior havia montado uma banda cover do Queen.

Segundo o relato, a banda teria a intenção de rodar o mundo e já teria shows marcados no Afeganistão e no Vietnã. Parece que a banda é agenciada por um veterano de guerra do exército americano. Mas, por enquanto, o grupo tem se apresentado apenas em um bar em São Francisco, Califórnia.

Foi de lá que o leitor do 'O trem de doido' teria feito a foto abaixo:











'O trem de doido' continua aberto para outros relatos e informações sobre o paradeiro de Belchior.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Achei o Belchior

Ele tá na novela das oito


sábado, 15 de agosto de 2009

O trem de doido apresenta - Música caseira - Episódio de hoje: You give love a bad name

Imaginem se uma música do Bon Jovi lá dos anos 80 fosse usada em um musical que contasse uma história de filme de terror. Personagens como Frankstein, Drácula e Lobisomem. O narrador seria um velho sinistro, corcundão, com mais de 183 anos, fã de Nescal Cereal (sem + chocolate) e bandas com músicos de permanente no cabelo.

No repertório grande parte das músicas seriam versões de bandas como Whitesnake, Europe e, é claro, Bon Jovi.

Só pra ter ideia como seria eu fiz uma versãozinha de "You Give Love a band name", do Bon Jovi. Essa música é boa, tem um 'riff' de guitarra excelente e um refrão pegajoso, como é de praxe nas músicas da banda. São mestres na canção chiclete. Gruda mesmo. Além do mais, todo o exagero cênico da banda é muito legal. Nada de ar blase, nem choradeira existencialista. Thom Yorke é gênio? Quem fala isso não conhece o Jon Bon Jovi.

Abaixo a original:



Aqui, a letra, pra vocês tentarem visualizar a profundidade do negócio e ainda sacar como cairia bem em um musical com personagens de terror:

You give love bad name (Jon Bon Jovi, Desmond Child and Richie Sambora)

An angel's smile is what you sell
You promise me heaven, then put me through hell
Chains of love got a hold on me
When passion's a prison, you can't break free

Whoa! You're a loaded gun, yeah!
Whoa! There's nowhere to run
No one can save me
The damage is done

CHORUS:
Shot through the heart and you're to blame
You give love a bad name
I play my part and you play your game
You give love a bad name
You give love ... a bad name!

Paint your smile on your lips
Blood red nails on your fingertips
A school boy's dream, you act so shy
You very first kiss was your first kiss goodbye

Whoa! You're a loaded gun, yeah!
Whoa! There's nowhere to run
No one can save me
The damage is done

E eis a versão do mal:

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Diálogo do dia: De boca aberta

Dentista para paciente: Minha concunhada morreu ontem. Coisa super chata. Ela fez o almoço e foi tomar banho. Encontraram o corpo só às dez da noite. O chuveiro estava ligado e a casa completamente alagada! Ninguém sabe direito do que ela morreu.
Secretária da dentista (aquela que segura o sugar de baba): Doutora, nossa hein!? As contas de água e energia vão ser um absurdo!
Paciente: Já estava de boca aberta. Assim permaneceu.