25 novembro 2009

Os melhores releases do mundo: Doggie Lover Doll

Esse aqui não vou nem comentar. Na boa. Não precisa. Leia e tire suas próprias conclusões.
Só posso dizer que me lembrei agora de um dos porteiros do prédio que moro, que se chama Hilário (que mesmo com esse nome tem cara de Bulldog com azia, taí a razão da dupla lembrança).

Primeira Sex Doll para cães do mundo já está disponível no mercado.


Você deve conhecer ou já deve ter ouvido falar sobre essas bonecas para homens que são populares em Sex Shops de todo o mundo. Existem aquelas infláveis, inteiras de silicone, entre outros modelos. Pois é, agora uma empresa com sede no Brasil e Estados Unidos iniciou as vendas da primeira boneca para cães do mundo. É isso mesmo, uma boneca para cães praticarem sexo. A maioria dos cães não castrados e até mesmo alguns que são castrados, vivem atrás de alguma coisa para tentar praticar relações sexuais. Eles tentam cruzar com almofadas, bichos de pelúcia, pernas alheias e até mesmo com outros animais.

Para acabar com isso, e melhorar a vida dos cãezinhos, a empresa PetSmiling, está trazendo ao mercado a DoggieLoverDoll: uma cadela fabricada em borracha macia (vinil) de alta resistência e com canal vaginal de silicone.

A boneca está disponível no tamanho pequeno e em breve terá suas versões em tamanho médio e grande para poder atingir todas as raças existentes. "Tive a idéia de fabricar a boneca, quando meu maltês começou a querer pegar a perna de todo mundo. Fui pesquisar sobre o produto para comprar e não encontrei em lugar nenhum do mundo. Resolvi fabricá-lo!", revela Marco Giroto, proprietário da empresa PetSmiling, responsável pela novidade mundial. O produto é exclusivo e já foi patenteado nos principais países do mundo onde ele será comercializado. O produto demorou um pouco para ficar disponível, pois foi preciso melhorar o produto deixando o brinquedo com mais aspecto de cão, ou seja, essa versão já é uma segunda versão melhorada. A novidade mal foi lançada e já recebeu pedidos de vários países, inclusive, dos Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão, China entre outros.

Durante a fase de testes do produto, com alguns cães, inclusive com o maltês Flock (responsável pelo surgimento da idéia), os animais mostraram uma melhor qualidade de vida que foi medida pela diminuição da ansiedade, menos latidos, menos demarcações de território. Ou seja, os cães vivem melhor, pois colocam para fora toda sua sexualidade reprimida, durante anos, em alguns casos.

Quando o cão tenta cruzar com pernas, bichos de pelúcia e outros objetos, ele dificilmente consegue chegar à ejaculação; já com a DoggieLoverDoll, ele consegue. Os cães possuem um grande apetite sexual e essa novidade, com certeza, irá melhorar a vida deles. Lembrando que nem todos os cães aceitam a novidade. É necessário um pequeno treinamento com o cão para que ele se acostume com o brinquedo, pois não existe nenhum atrativo para o animal uma vez que tal atrativo poderia deixar o cão mais ansioso. O brinquedo serve também como um educador para que o cão saiba que é neste brinquedo que ele tem que "praticar" e não em pernas alheias.


Na embalagem está escrito "Easy to clean up". Imagina se fosse difícil limpar. (crédito das fotos: divulgação)
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24 novembro 2009

Pena e Pincel

O Pena e Pincel, blog que faço com minha irmã renasceu das "profundezas de onde se veve os mortos" (Carneiro, Bento - Chico Anysio Show). Tomara que dure muito (que ela não fique me enrolando pra fazer ou enviar desenhos!).




Pena e Pincel
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19 novembro 2009

Mecânicos - até que provem o contrário, são todos mentirosos

“Andreeeé! Chega aiiií...”

“Fala rapaz...”

“Ele ouviu um barulho aqui no motor”.

“É, foi aqui na correia dentada...”, digo, tentando demonstrar conhecimento.

Por que demonstrar conhecimento? Porque se eu demonstrar conhecimento vão pensar duas vezes em me enganar. Vão mesmo? Não sei. Acho que a capacidade de mecânicos inventarem problemas nos carros é maior do que a própria capacidade de consertar os carros.

Na escola de mecânicos deve existir as matérias “Convencimento de problemas inventados 1” e a “Convencimento e interpretação”, essa minsitrada por algum professor de artes cênicas.

Com esse barulho na correia dentada, levei o carro à concessionária. Não sei porque somos tão ingênuos a ponto de acreditar que só porque eles são autorizados, seriam mais honestos. Que nada. Estão autorizados a roubar e inventar mais ainda. O cara teve a capacidade de dizer que eu teria de pagar 170 reais só pro mecânico abrir e verificar o motivo do barulho na correia. Fica esperando.

Levei o carro em outro lugar. Perto de casa. Abri o capô. Eu e o mecânico ficamos procurando o barulho. “Esse barulho é do bico injetor”, ele disse. “Ah, esse é, né?”, atestei. Ele acabava de perder a oportunidade de me enganar. O barulho na correia tinha parado e eu levei o carro sem nada. Obrigado, vou prestar atenção se o barulho volta e tchau.

Em oficinas, a minha tática agora é a frieza: negar qualquer tipo de problema no carro.

Dia desses, passo em frente a uma loja de pneus e amortecedores e leio o anúncio: “Faça o balanceamento, ganhe o alinhamento. 40 reais”. Poxa, o normal é pagar 45, 50 reais pelos dois. Grande promoção. Mas fica perto de casa, tô passando na porta, então, resolvo entrar.

O cara começa o serviço. Levanta o carro pra tirar os pneus. De repente, me chama.

“Ô amigo, ó, esse amortecedor aqui tá vazando óleo”

“Ah, é? Cadê?”, digo.

“Aqui ó, no meu dedo”

“Não, tô vendo não” (O dedo do cara tá preto. Preto de pretume de pneu. Não tem sinal nenhum de óleo. Tá seco. Tá querendo me enganar, é? De jeito nenhum, mané)

“É, aqui ó, cê deve ter passado em algum buraco... tá novinho, mas deve ter quebrado...”

Aí, só pra provar a tese de que o cara quer mesmo tirar a grana do meu bolso, eu pergunto:

“E nesse caso, eu tenho que fazer o que?”

“Trocar tudo”.

Sei, sei.

“Vou andar mais um tempo pra ver se noto alguma coisa. Vou trocar isso agora não”, decretei.

Inventa outra. Nessa eu não caio. Só saio daqui gastando 40 pilas.

E não é que o cara me chama de novo?

“Olha, essa pastilha sua aqui já ta gastadinha, gastadinha...”

“Deixa eu ver”

“Mais um pouco vai pegar aqui no disco e vai dar problema, tá na hora de trocar ela”

“Não, não...acho que dá pra andar mais um tempo. Ele nem tá chiando, cara. Vou trocar agora não”

Aí, já vi que o cara tava meio impaciente. Fez cara feia no ato.

Hora do alinhamento. O sujeito me chama de novo.

“Seguinte... vai ter que fazer cambagem. Tá vendo aí”, aponta um monitor.

“Uai, e não dá pra alinhar, não?”

“Não, dá, dá. Mas tem essa diferença aí, que a cambagem arruma”

“E pra fazer essa cambagem paga?”, mandei essa de uma forma bem irritantemente imbecil.

“Paga”

Aí, o cara desiste de me convencer sozinho e chama um cara com cara de gerente.

“Vai ter que fazer cambagem aqui nesse dele”.

“Quanto custa?”, pergunto.

“A cambagem é 35 reais, fica tudo em 75 reais”, fala o gerente, daquele jeito meio manso, como se 75 pila fosse baratinho e meu dinheiro saísse da torneira lá de casa.

“Poxa, mas dá pra alinhar sem cambagem. Vou fazer não. Em uma próxima vez eu faço isso”.

Eles ficaram mudos. Fecharam a cara totalmente. A promoção é um anúncio pra trazer clientes. E uma vez esses clientes dentro do recinto, a ordem parecia ser enganá-los. No melhor estilo “pague uma promoção para entrar, fique no prejuízo para sair”. Comigo não. “Só deixo 40 reais aqui hoje”, eu pensava.

O mecânico terminou o alinhamento, que acompanhei atentamente. Em todo o tempo, ficou com a cara fechada. Acabou. Paguei os 40 reais. O cara com cara de gerente ainda falou pra eu voltar sempre, que precisando, eles estavam lá. Agradeci e vazei.

Vou negar todo tipo de problema no carro. Sei lá, só vou acreditar quando mecânico conseguir provar o diagnótisco. Ou então, que se irrite comigo e diga: “eu tô falando a verdade, cara! Juro! Sem essa parafuseta aqui seu carro vai parar!”. Aí, quem sabe, talvez.
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12 novembro 2009

Ninguém

Luciano para o carro em frente à farmácia. Desliga o motor. Olha para os lados. Ninguém conhecido parece estar ou entrar dentro da loja. Permanece de óculos escuros. Abre a porta do carro. Ninguém conhecido parece rondar a região. Ajeita a carteira dentro do bolso traseiro da calça. “Vamos lá”, motiva-se.

Luciano abre a porta da farmácia. Ninguém vem atendê-lo. Permanece de óculos escuros. Então ele apressa o passo para o corredor dos xampus. Ninguém vem atendê-lo. Ele passa o olho rapidamente pelos produtos. Procura o que quer, procura pelas palavras. Tira os óculos escuros. Lê anticaspa, condicionador, jaborandi. “Não, não, droga...”, lamenta.

“Em que posso lhe ajudar?”, pergunta a atendente.

“Só tô olhando”, responde Luciano.

Já em casa Luciano vai ao banheiro. Bate os olhos no espelho e lembra da farmácia. “Nossa, que vergonha...ninguém diz 'tô só olhando' em uma farmácia, que anta”. Mas enfim, o espelho lembra o motivo da visita à farmácia.

A decisão foi de Luciano. Ninguém aconselhou, ninguém indicou, ninguém cobrou. Só ele e o espelho. Aliás, ninguém avisa a hora certa. Mas Luciano tem certeza de que alguém vai reparar em breve. Então, é melhor agir logo. Sem que ninguém saiba. E se ninguém dá o toque, ele também não precisa contar.

Dessa vez, Luciano vai andando. Nada de carro. Entra na farmácia e vai pra balança, direto. Nem repara que engordou. Mais um pouco. Vai ao corredor dos xampus. Bate o olho. Procura. “Rápido, rápido”, incentiva. Enfim, encontra. Sem pensar muito, nem ler o rótulo, parte em direção ao caixa. Calado, tira a carteira do bolso traseiro, paga e vai embora. No caminho, como um menino que esconde uma revista de sacanagem em uma sacola, esconde o produto no sovaco. “Deixa chegar lá em casa, deixa...”.

Em frente ao espelho, começa a fazer tudo que estava no rótulo. “E você é testemunha, né. Só você... que ironia”, fala ao espelho. Depois de meia hora Luciano lava os cabelos. Corre ao espelho, de novo ele. “E então, gostou?”, pergunta ao vidro, que responde usando o próprio sorriso de Luciano. “Ninguém mais vai ver”. Ótimo. Não há mais fios brancos. Pela primeira vez na vida, Luciano pinta os cabelos.
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