26 setembro 2009

Música caseira - O trem de doido apresenta: Maluzinha

Uma vez, há uns anos, eu fiz uma música e coloquei a Malu pra cantar.

A Malu, mais formalmente conhecida como Maria Luiza Alcântara, tem 14 anos.

Ela ama pão-de-queijo e um xamego.

É beijoqueira e vira e mexe deixa a cara da gente toda babada.

Já foi gordinha, mas agora tá em forma. Ela é fofa. E pronto.

A música não leva instrumento algum. Tem somente coisas feitas com minha voz e a voz da Malu. Além disso, tem uns samplers de Jorge Bem e Jimi Hendrix.

Ouçam aí e vejam se ela não é bem melhor do que Wanessa da Mata e Ana Carolina.


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14 setembro 2009

Microseboides em tempos de gripe suína

Em meio a essa neura de lavar as mãos a todo momento para evitar a nova gripe, me deu vontade de escrever algo sobre meus métodos de higiene em banheiros públicos. Me lembrei que já havia certa vez escrito algo sobre isso. Não costumo republicar textos aqui, mas já que tô meio sem tempo, em um corrimento danado, tudo bem. Espero que eu contribua de alguma forma com alguns leitores. Esse texto foi escrito em 2006, postado originalmente no meu antigo blog, O folhetim
Guerra e paz (a minha versão)

Certas coisas você não pode pensar muito. É como entrar em água fria. Porque se você matutar demais, periga ir cavando um buraco sem fim. E quanto mais pensa e se entrelaça nas divagações, fica mais difícil de sair das profundezas da cuca pensante. Às vezes eu me envolvo em jornadas intrínsecas e quixotescas em que eu sou o meu único herói e, talvez, inimigo. A última foi a saga do banheiro. Um dia no trabalho senti vontade de fazer xixi. Fui até o WC e depois de tirar a água do joelho, naturalmente como sempre faço, lavei minhas mãos. Mas pensei - e nesse momento o leão da Metro Goldwin Mayer já tinha rugido e a aventurava começava - que não adiantava nada o esforço de ter lavado as mãos, se quando segurasse novamente na maçaneta os microseboides do último sujeito que foi ao banheiro estivessem grudados lá. Logo imaginei essas criaturazinhas espenduradas como se praticassem esportes radicais no metal da maçaneta. Alpinismo, tiroleza, essas coisas. E é claro, os microseboides (vamos chamá-los assim, bactéria não soa legal) são aventureiros e tão logo vislumbrem outra superfície já tão pulando em grupo.
Eu até poderia acabar com essa história toda se desencanasse imediatamente. Mas não. Catei a pá e fui cavucar o solo pedregoso do meu pensamento. O dilema era desenvolver um método para evitar os microseboides de outrens em minhas mãos.

Bom, se a porta do banheiro não tem maçaneta, o aconselhável é usar o cotovelo ou dar uma de corpo - como se faz no futebol - para abri-la. Assim, estaríamos livres dos microseboides que por ventura estivessem ali alojados. Este fato já o livra de tomar a atitude pós-porta com maçaneta, que é lavar as mãos antes de fazer o xixi.
Depois de asseguradamente livre de microseboides dos outros nas mãos, está liberado pra fazer o que tem de fazer, sem o risco de transportar microseboides para o território dos seus próprios microseboides - seria um fato semelhante ao Cavalo de Tróia. Depois de tudo feito, a descarga. Peraí, não vá metendo o mãozão! O trabalho inicial teria ido ao esgoto. O método que criei é acionar a válvula de descarga com o pé. Batizei isso de "Descarga Kung-fu". É simples, basta um pouco de equilíbrio e alongamento, logo você se acostuma.
O próximo passo é lavar a mão. E é agora que a aventura tem a sua verdadeira batalha, quando realmente os exércitos se encontram. Coloque a mão, sim, coloque com todos os dedos possíveis na torneira. Abra-a tranquilamente. Agora, munido de sabão e muita água ataque os microseboides alheios! Lave as mãos, esfregue os dedos. Sinta o frescor de uma pele livre de microseboides. Então, puxe o papel-toalha, seque a mão e com a mesma folha feche a torneira.
Bandeira recolhida, tropas alojadas é hora de deixar o território inimigo. Voltamos ao primeiro passo. Porta sem maçaneta, use os ombros, o cotovelo, o corpanzil que Deus lhe deu. Porta com maçaneta, esconda sua mão por sobre a camiseta e abra a porta ou ainda use o mesmo papel toalha para abrir, antes de jogar fora. Livre, liberdade. Esse é o sentimento que geralmente paira ao final de grandes guerras.
Ah, antes de ir embora. Queria ressaltar as possibilidades de paz. E a paz nesse caso só seria possível se todos nós utilizássemos táticas de guerra para evitar os microseboides. Fica então, a questão, será a paz fruto da guerra? Pense e, por favor, lave as mãos.



Microseboides vistos em microscópio

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12 setembro 2009

A janela e a novela


Na internet, em um desses grandes portais, no meio de um mosaico de notícias e manchetes leio algo dizendo que Manoel Carlos compara sua próxima novela com 'Janela indiscreta', do Hitchcock. O troço me chama a atenção pela comparação que já julgo descabida mesmo antes de saber do que se trata. E é mesmo descabida. Na verdade, o autor somente dizia que se via como o protagonista do filme, desvendando e bisbilhotando a vida de seus vizinhos, em seu caso, os personagens da novela.

Mais abaixo no texto, há um resumo de cada um dos personagens. Nem mesmo sei se é um resumo ou se eles são aquilo ali mesmo. Acho que no caso de pergonagens de uma novela das oito (que vai ao ar às nove), eles são aquilo ali mesmo. No decorrer da trama alguns vão ser alguma coisa a mais, outros, serão o que sempre foram e ainda, terceiros, patéticos, serão algo a menos do que eram no início. Só estarão ali fazendo cena.
Eis um exemplo do que estava no texto:

Quem é quem em "Viver a Vida"
Oswaldo (Laércio de Freitas) - Pai de Helena, vive em Búzios, onde toca piano nas noites para se sustentar.
Edite (Lica Oliveira) - Mãe de Helena, divorciou-se, mas mantém boa relação com o ex-marido.
Sandra (Aparecida Petrowky) - Irmã de Helena e Paulo, vive se metendo em confusão. Mora no Rio de Janeiro e passa temporadas na casa da irmã. Namora Benê, um marginal.
Paulo (Michel Gomes) - Irmão caçula de Helena, vive com a mãe em Búzios. Tem um romance com Soraia.
Benê (Marcello Melo) - Namorado de Sandra, é mau-caráter e está sempre envolvido com as pessoas erradas.
Fiquei imaginando se a gente fizesse resumos de nós mesmos. Nesses mesmos termos. Detalhes de nós mesmos, uma descrição pessoal que só seria relevante se a gente vivesse em uma novela.

Um teste:

Pablo – Casado com Marina, é um jornalista que sonha em acertar na loteria.
Mas desse mesmo jeito há várias possibilidades de descrição. Todas superficiais. Superficiais como essas descrições que nos solicitam na internet. Em blogs, orkuts, twitters, facebooks, sempre nos perguntam quem somos. E sempre tenho uma baita dificuldade em responder. Prefiro não colocar nada, ou então, algo mais subjetivo. Não porque eu não saiba quem eu sou, mas porque tenho profunda rejeição em me rotular. Ou, melhor ainda, me reduzir. Porque reduzidos já somos todos, pelos outros. Cada um que já conheci nessa vida tem um resumo próprio do que eu sou. Nesse caso vale a comparação com James Stewart e sua luneta que bisbilhota os vizinhos no prédio em frente ao seu. Ele vê apenas uma encenação muda, enquadrada na dimensão da janela, que serve de palco. Nada mais do que isso. Qualquer julgamento ou compreensão de quem são os personagens do outro lado, fica por conta de quem está do lado de cá. O autor noveleiro da vida alheia. A obra completa só nós conhecemos.
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08 setembro 2009

Direto do RH

Recebi um email do pessoal do recursos humanos informando sobre a nova gripe, com perguntas e respostas. Eu selecionei algumas partes. É sério, não inventei nada. Recebi desse jeito, aconselhando a seguir essas medidas. Eu sei que é preciso, difícil é confiar num texto desse. Os meus comentários estão em vermelho.
-De que forma o vírus entra no corpo? Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.
-Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença? De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno (vírus suíno?).
-Qual é a população que está atacando este vírus? De 20 a 50 anos de idade. (E eles usam o que pra atacar? Porrete?)
-Posso fazer exercício ao ar livre? Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas. (sem comentários)
-Os mascotes contagiam o vírus? Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus. (Quando eu leio essa pergunta, imagino um monte de cachorrinho tentando alegrar um vírus melancólico "vamo lá rapaz, animação! Au-au!")
-Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza? NAO. (Isso é foda. É igual dizer "uma diarréia pode se converter em uma caganeira?")
-As crianças com tosse e gripe têm influenza? É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas. (Como assim, influenza? Toda gripe é influenza, não?)
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03 setembro 2009

O trem de doido apresenta - Música caseira - Episódio de hoje: Trouble

Vocês já ouviram falar em Lindsay Buckingham?
E da Fleetwood Mac, banda dos anos 70 em que ele era cantor e guitarrista?
Tudo isso aí é uma sopa de letrinhas bem desconhecida mesmo.
Mas esse cara fez sucesso com uma música nos anos 80 que você já deve ter ouvido. Principalmente se já ouviu rádio FM de madrugada.
Você viaja de ônibus à noite e lá pelas tantas desce em um restaurante de beira de estrada. Um frio danado, a cabeça zonza, o cabelo bagunçado, cara amassada e a boca amarga. Como trilha sonora, baixinho, rolando nas caixas acústicas no local, 'Trouble' do Lindsay Buckinham. É claro, na hora você não pensa "poxa, é Lindsay Buckingham". Você só sabe que aquilo é uma 'música véia do tempo que assistia clip no FM TV da Rede Manchete".
Valeria postar isso aqui só pelo clip. Os efeitos de duplicação, o visual, o clima. Vale a pena. E a música? Poxa, a música é boa. O grande lance dessas canções dos anos 80 é que por debaixo daqueles arranjos cheios de sintetizadores, guitarras com efeito e baterias sequenciadas há boas melodias. Esse é mais um caso.
Eu fiz uma versãozinha meio country dessa música. Ficou como se aquela banda Kansas, de "Dust in the wind" regravasse o Lindsay Buckingham. Deem uma checada!
Abaixo o original:

Lindsay Buckingham - Trouble


Aqui, minha versão:

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